Os poetas costumam sentir a inspiração. E todos nós somos poetas ao decorrer da nossa existência, mesmo que por algumas vezes isso seja imperceptível aos nossos olhos.
Sendo assim, parece haver discordância já que nem todos percebem a poesia da vida. Ela é intrínseca.
É necessário tanto esforço quanto dedicação para nos sobressairmos bem na plenitude intrigante e ousada da vida. É por isso que a poesia se une a cada um de nós.
Não é necessário um motivo para fazer da vida uma rima constante. Os versos que darão suporte às nossas “estrofes” serão escritos dia após dia. As felicidades, as tristezas, os entusiasmos serão compartilhados, e se não, a poesia morre.
Falar de vida e poesia pode parecer um tanto distorcido, mas a verdadeira felicidade é utópica. E o mais próximo de ser feliz, é ser poeta.
To end up alone
in a tomb of a room
without cigarettes
or wine -
just a lightbulb
and a potbelly,
gray-haired,
and glad to have
the room.
...in the morning
they're out there
making money:
judges, carpenters,
plumbers, doctors,
newsboys, policeman,
barbers, carwashers,
dentists, florists,
waitresses, cooks,
cabdrivers...
and you turn over
to your left side
to get the sun
on your back
and out
of your eyes.
Charles Bukowski.
É preciso perceber as mudanças e realinhar alguns pensamentos antes que tudo aquilo que foi construído desabe, e nós talvez não estejamos preparados pra ficar sem chão. Tudo que é preciso, as vezes, é ficar calado escutando as coisas mais banais e depois ao final levantar a cabeça, sorrir e dizer: "Eu sei" ou "Tá legal". Na hora em que aquela pessoa "cair do cavalo" ou simplesmente "quebrar a cara", o melhor a se fazer é ajudá-la a levantar e não ficar dizendo: "Não te falei".
Tudo o que algumas pessoas precisam é de um choque no cérebro. Mas eu me contento em dar só meu apoio.
É possível que você sinta o mesmo
Um sentimento por dentro, que sobe
Um aperto no peito
O alívio
...e pode ser doce,
E pode ter cheiro de maça,
E pode simplesmente te fazer soluçar.
Mas não se encante,
Não se espante
Não finja.
As pessoas não são como os produtos que consumimos, mas ainda assim possuem seus rótulos. Não são regidas pelas normas do INMETRO, e talvez por isso não exista um padrão de informações como nas embalagens. Sim, todos nós temos um rótulo estampado, porém ele não é universal. Nossos rótulos por muitas vezes não demonstram nem identificam realmente qual é a especificação do “produto”, ao contrário dos iogurtes, potes de geléia e biscoitos. Talvez você seja o presidente da fábrica, mas não passe de um miserável para os outros. Talvez você seja o serviçal de limpeza da cozinha e tenha mais respeito que seu Chefe de Controle de Processos. Esse rótulo, conquistado, realmente não pode ser imposto. E felizmente, o INMETRO nada pode fazer...
Sem outra opção, aquele canto fétido foi o meu aposento naquela noite. Posso garantir que não foi uma noite maravilhosa. Minhas costas sofreram com a rigidez da cama, e a insônia perturbou por um bom período da noite. Não dormi muito, apenas o suficiente para deixar ainda mais sôfrego o meu corpo. Acordei com a forte chuva que despejou durante a madrugada. Dormir já não era tão essencial e então por fim amanheceu. A porta trancada. Fiquei preocupado em sair daquele lugar e não dei importância ao motivo da porta estar trancafiada. Inutilmente tentei arromba-la. A pequena janela daria certamente para uma criança, mas não para mim. Sentei-me na cadeira empoeirada, esperando que a solução caísse ao meu colo. Retornei os pensamentos. Pisados de criança que na verdade eram gatos, dor de cabeça certamente provocada por um trauma na cabeça, um quarto imundo trancado comigo dentro, pequena janela... Uma criança passa pela janela. Gatos também...
5 minutos. Esse é todo o tempo que me disponho para escrever algo que me retoque os sentimentos perdidos a tempos, bobagens que ficaram isoladas em algum canto da sala imaginária da mente. Ultimamente as coisas parecem fluir de uma forma menos intensa, como se a areia da ampulheta estivesse molhada e a lama endurecesse no afunilamento que define a passagem do tempo. A visão já não enxerga tão longe (o quanto precisa) e o chão tem sido a lembrança visual mais constante. As amizades não tem tido a mesma estrutura e as irritações por futilezas alheias têm sido constantes. Ambiguações mentais, paradigmas contemporâneos, bifurcações de opniões, ramificações: tudo isso te tira do foco. E lá se foram mais 5 minutos.
A genialidade aliada à ousadia, musicalidade. Para muitos uma obra-prima. Para outros apenas mais um que passa despercebido aos olhos (e ouvidos) da ignorância. Referencias a Piet Mondrian, Salvador Dali, René Magritte, Leonardo Da Vinci é que fizeram desta obra, uma música-prima.
Provavelmente, em alguns momentos, você deve ter pensado "de que isso me adianta?" e quase que instantaneamente, você percebe a resposta e descobre que isso é um estigma. Um estigma não no sentido da condenação, ou da obrigação de fazer algo, mas da nossa incumbência em fazer algo certo no mundo. E tem vezes que a gente imagina "poxa, isso é apenas papo de politização, eu não quero ser a nova Madre Tereza de Caucutá" e realmente, esse pensamento é certo. Mas daí você para, reflete e conclui: “Dessa vida, eu viveria tudo de novo”. Nesse momento é que a gente percebe, que por mais ruim que esteja, e por menores que forem os bons momentos, eles serão potencializados da mesma forma que os momentos ruins serão minimizados em nossa memória. Porra, viver é isso. É tecer a cada dia a experiência de uma vida e levar o pontapé no fim da linha. Acostumar? Dificilmente alguém o faria. Mas a gente precisa usar uns óculos quando nossa visão fica míope...
Ele necessita de umidade. É a única razão para se desligar do mundo por 100 milésimos de segundo, aproximadamente 11.000 vezes por dia. Isso significa dizer que por dia nosso cérebro fica “desligado” num período de pouco mais de 18 minutos. No transcorrer de um ano, isso nos leva a incrível (ou não) marca de 4 dias 15 horas e 30 minutos com o cérebro desligadão.
Esses cientistas aí que num tinha nada melhor pra fazer, chegarão a conclusão de que o cérebro fica em completa escuridão quando nós piscamos. Eles descobriram que a piscadela reprime a atividade cerebral no córtex visual (made in Ctrl + V).
*todos os erros de cálculos são de minha responsabilidade
**Só a última frase foi copiada (achei ela bunitinha)
***Adoro asteriscos
Bom, talvez isso tudo tenha sido apenas uma criação da mente pra me defender do desconhecido. Talvez isso tudo não passe de um sonho, e daqui a algumas horas irei me irritar com o maldito som estridente do despertador. Odeio suposições. Não sei por quanto tempo permaneci adormecido. A última coisa de que me lembrava eram os gatos...
Quando eu era pequeno meu pai costumava pregar que homem não tem medo. Me encorajava e me fazia acreditar que eu era o maioral. As vezes eu fraquejava, mas ele estava sempre do meu lado, puxava pelo braço e dizia “Vamos!”, e eu ia. Foi isso que me fez levantar.
Caminhei por algum tempo por entre o manto negro da noite. Ao longe, pude avistar uma luz. Era um casebre bem pequeno, rústico, feito com madeira. Bati à porta, mas ninguém veio à tona. A porta estava aberta.
Uma cadeira velha, um armário de madeira, um baú trancado e uma cama nada confortável. Isso era tudo o que havia lá dentro. A noite seria muito longa...
Era uma noite quente, típica do verão tropical. O clima era ameno por debaixo daquelas árvores de ipês e jacarandás. O vento soprava e fazia com que os seus galhos estremecessem, e um fino assobio ecoasse por entre a escuridão. Ao longe, nada se avistava. Apenas o breu intocável e a perplexidade do surrealismo da imaginação moldavam o cenário. Podia-se ouvir o silencio. Era o momento perfeito para a reflexão. Sentado na grama baixa, apoiado sobre as pernas iniciei um pensamento subjetivo qualquer, de algum tema difuso. O raciocínio foi quebrado quando o vento trouxe a propagação do som. Era como se houvesse alguém pisando sobre os galhos e folhas secas caídas pelo chão. Mas era um pisado leve. Seria uma criança? “Malditos gatos” – pensei.
Não dando importância maior, tentei continuar com a lógica de antes, mas não consegui seguir. Agora podia ver os gatos próximos a algumas árvores. Pareciam até que estavam combinando algo. Eram seis ou sete felinos miando como que querendo acasalar. Passei a reparar a atitude dos gatos e me distraí com isso. Agora minha cabeça dói e eu não sei como vim parar aqui...

Porque sorrides para mim?
Teus olhos sem brilho e sem esperança
Teus dentes brancos como marfim
Manchados com o sangue da vingança
Lhe arranco os olhos que se voltam para mim
Fique tranquila, donzela amável
Nada que faço é por ódio daquilo
Apenas contenha-se em sua dor infindável
Enquanto com uma faca lhe arranco o mamilo
Cortando sua lingua eu me alegro
Arrancando suas unhas eu dou gargalhada
Em teu pescoço, uma agulha integro
Com o vírus da aids agora está condenada
Sinta essa dor
Aproveite o sofrimento
Você tem pouco tempo para morrer
E quando isso acontecer
Só me restará o tormento
Ainda jorra sangue putrefado
De vosso belo globo ocular
Nesse buraco ensanguentado
Penetrarei até ejacular
Nunca senti tamanha libido
Sentimentos estranhos estão me dominando
Não quis ser esse tipo de marido
Mas o futuro me reservou esse encanto
Se você não tivesse me dado
Aquele ser estranho e bizonho...
Me destes um filho retardado
Acabastes com o meu sonho
Fique com essa faca no umbigo
A morte é o que lhe resta
Cansei de ter você aqui comigo
Agora, começarei minha festa
Seu corpo inerte, de nada me serve
Sem vida e ensanguentado.
Agora minha diversão começa
Farei tudo de novo
Com nosso feto mal formado!
por Marlon
Caminho contrário à moralidade que ressurge dos momentos intrigantes, sem respostas.
Viagens mentais alucinógenas provenientes de um bloqueio mental do estático cotidiano.
Preâmbulos e prefácios de histórias conhecidas, porém não difundidas
Comércio de uma porção limitada de matéria animada, sem exaltação do prazer
Pluralidade singular dos sons audíveis, visuais
Precipitação abúlica de quem desconhece a “fórmula mágica” da felicidade
Singularidade pluralista das ignorantes visões míopes
Elucidação do irreconhecível, o inusitado, o intangível.
Ensaios das encenações fúnebres
Reestruturações de capítulos mal concebidos
Emersão das utopias coadunáveis
O fim!
(isso ainda vai virar música)
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